5 hábitos que estão destruindo a sua presença digital

Algum dia você chegou a pensar que “esse tal de marketing digital” não cumpre o que promete? Ficou decepcionado com os resultados dos seus investimentos? Temos muitas ferramentas disponíveis para construir uma presença digital de impacto, mas saber utilizá-las é a parte mais importante do processo.

Nesse sentido, listamos 5 erros graves que podem estar atrapalhando seus esforços. Confira e corrija o quanto antes tudo o que for necessário!

1. Não atualizar seus estudos de persona

Você é profissional de marketing? Empreendedor? Quantos anos tem? O que mais gosta de fazer? Quais são seus sonhos? O que facilitaria seu dia a dia? Essas são questões que, de alguma forma, orientam suas demandas pessoais. Mas as respostas são as mesmas de 10 anos atrás? Provavelmente, não.

Isso não diz que você é uma pessoa complicada ou indecisa. Significa apenas que a identidade é um aspecto mutante da nossa existência. Skinner, famoso psicólogo americano expoente do behaviorismo, dizia ser necessário “mais que um eu” para explicar o comportamento do ser humano.

Ao longo da vida e das influências que recebemos, nos reinventamos muito: repensamos valores, recalculamos rotas, ressignificamos experiências. Muitos desses movimentos surgem das interações proporcionadas por um mundo cada vez mais hiperconectado, cuja dinâmica muda a todo momento e de forma cada vez mais rápida.

Nossos clientes passam pelo mesmo processo, por isso a persona deve ser revalidada constantemente. Nunca deixe de conversar com eles, ouvi-los nas redes sociais e canais de atendimento para descobrir seus anseios e como é possível ajudá-los.

Prepare todos os seus funcionários para participar dessa missão. Só assim você poderá continuar garantindo relevância e comprovando que se importa com seu público — na prática!

2. Escrever artigos sem pensar em palavras-chave

Ao construir nossa presença digital, precisamos considerar que escrevemos, ao mesmo tempo, para personas e para googlebots — os algoritmos do Google que “organizam” os resultados de busca. Se o texto não for construído estrategicamente nesse sentido, dificilmente seu site ou blog receberá um volume satisfatório de visitantes.

Assim, a primeira providência é um exercício de empatia: pensar como a persona pensaria na hora de digitar uma busca no Google. Qual o contexto do momento vivido por ela? Quais seriam as palavras-chave utilizadas?

Depois, precisamos testar nossas ideias em ferramentas que fornecem dicas de variações dessas palavras-chave e dados sobre o volume de buscas para cada uma delas. O ideal é selecionar termos com maior audiência para que o conteúdo seja encontrado por mais pessoas.

Como escolher palavras-chave?

Para fazer essa pesquisa, você pode usar o Keyword Planner, um recurso do Google Adwords que fornece referências para a configuração de links patrocinados. Elas também são utilizadas nas estratégias de marketing de conteúdo, permitindo que os artigos alcancem um espaço de destaque também nos resultados orgânicos. O Ubersuggest e o SEMRush também são muito úteis nessa tarefa.

O próximo passo é analisar a dificuldade de ranqueamento de cada palavra-chave. Se a autoridade das páginas que aparecem nas primeiras posições for muito alta, você terá duas opções: mudar a estratégia ou escrever um conteúdo melhor que o dos concorrentes, com mais informações e detalhes.

Por fim, precisamos aplicar no texto algumas técnicas básicas de SEO (Search Engine Optimization), que garantem a otimização do conteúdo para melhor posicionamento nos resultados de busca. Em geral, as palavras-chave precisam ser inseridas da seguinte forma:

  • obrigatoriamente no título, de preferência no início;
  • pelo menos no primeiro e no último parágrafo;
  • em pelo menos um intertítulo;
  • na URL da página (o endereço do link);
  • na meta-descrição da página (aquele resumo do conteúdo que aparece na busca do Google).

Essas regras vão melhorar a correspondência do texto com as expectativas dos googlebots, mas não devem entrar em choque com a experiência de leitura. Use o bom senso para que o conteúdo seja o mais agradável possível e equilibre ambos os interesses. Caso contrário, ele dificilmente será encontrado e aprovado pelo público-alvo.

3. Não manter uma regularidade nas publicações

Não só de palavras-chave vive o SEO. Você sabia que a frequência de postagens também interfere na qualidade da sua presença digital? Isso porque, ao publicar novos conteúdos, um site recebe mais visitas e ganha mais relevância perante os googlebots. Os algoritmos também tendem a dar maior valor a conteúdos extensos e recentes.

Se o movimento for contrário — a interrupção brusca de um ritmo regular de publicações — todo o domínio pode ser penalizado pelo buscador. Portanto, faça um planejamento adequado à sua capacidade de produção e ao ritmo de crescimento de tráfego esperado.

Vale ressaltar que a quantidade não é o aspecto mais importante na avaliação do seu conteúdo pelos algoritmos. Não se deve postar qualquer coisa para manter a regularidade, pois a má qualidade dos artigos também fará com que a sua autoridade e relevância decaiam.

Há ainda o fator relacionamento com o cliente, que também pode ser afetado pela inconstância das publicações. A competitividade e o excesso de estímulos na web é cada vez maior. Logo, a presença digital da sua marca só será suficientemente forte se conseguir se manter sempre próxima ao cliente, com conteúdos novos, úteis e atualizados.

4. Deixar de investir em mídia paga

Em uma estratégia digital, você pode atrair o público de duas maneiras:

  • orgânica, quando o conteúdo do seu site/blog ou das redes sociais ganham relevância e se disseminam sem necessidade de nenhum investimento;
  • paga, quando você investe dinheiro para obter uma posição de destaque em resultados de busca (links patrocinados), banners de outros sites (rede de display do Google) ou em posts patrocinados em redes sociais, como o Facebook e Instagram.

Aplicar todos os seus esforços em alcance orgânico parece tentador, não é mesmo? Ainda mais em tempos de crise, quando os recursos são limitados. Mas esse raciocínio pode ser desastroso para a sua presença digital, sobretudo se você tem objetivos de curto prazo.

De maneira geral, o alcance orgânico da audiência é um processo demorado: pode levar meses ou até mesmo anos até dar resultados práticos de conversão. No Google, por exemplo, podemos dizer que a confiança dos algoritmos precisa ser conquistada aos poucos, “com jeitinho”, até que o volume de acessos comprove que seu conteúdo é, de fato, relevante para os usuários.

Já em redes sociais como o Facebook, o alcance orgânico é propositalmente reduzido para que você seja obrigado a pagar pelo impulsionamento das publicações. Para ajudar, em janeiro de 2018, Mark Zuckerberg anunciou que reduziria ainda mais o impacto das fanpages para priorizar postagens de familiares e amigos nos feeds de notícias.

Nesse cenário, é muito importante equilibrar a estratégia digital e reservar alguma verba para investir em mídia paga. Principalmente para empresas que estão iniciando campanhas na internet, esse cuidado garante resultados mais rápidos e escaláveis, além de uma segmentação assertiva e estratégica.

5. Copiar conteúdo de outras fontes da internet

Toda forma de plágio é reprovável, sobretudo quando a fonte original não é citada. Mas, mesmo que você siga todos os princípios dos direitos autorais, não é recomendado republicar em nenhum dos seus canais conteúdos que já existem na web.

Primeiro, é preciso entender a lógica da presença digital: ela está totalmente fundamentada na construção de autoridade. Se você dissemina o texto ou imagem de um terceiro, é como se estivesse transferindo sua autoridade para outra pessoa. Se não citar a origem da fonte, sua empresa ainda ficará muito malvista pelos clientes.

Outro ponto fundamental é, mais uma vez, a percepção dos googlebots sobre a sua tática. Essas são as possíveis reações dos algoritmos diante de conteúdos duplicados:

  • Na dúvida sobre qual conteúdo exibir no resultado da busca, o Google vai escolher o post que foi publicado e indexado primeiro. Já a sua página será relacionada apenas no fim da pesquisa, em um link específico para os resultados omitidos. Ou seja: você não ganhará nada com isso.
  • Se houver muitas outras páginas com um conteúdo idêntico, o Google pode considerar a ação como spam e entrar em estado de alerta. Nesse caso, todas serão punidas com perda de ranqueamento. Trata-se de um caso extremo e difícil de acontecer. Mas, na impossibilidade de identificar o risco, é melhor evitar qualquer tipo de cópia.

No fim, não há segredo: estruturar uma estratégia de conteúdo e construir uma presença digital consistente exige muito trabalho, empenho e correções de rota constantes. E não há espaço para falhas: mesmo as que parecem inofensivas podem prejudicar muito o ranqueamento das suas páginas.

Então, reveja seus conceitos e ações a partir dessa lista para que sua empresa utilize todo o potencial da rede para gerar novos negócios e vender mais.

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Luísa Barwinski

Fundadora da MOT Digital e professora. Desenvolveu estratégias online para clientes dos mais diversos setores nos últimos 10 anos. Mestre em marketing, com ênfase no comportamento do consumidor, busca compreender como as marcas podem melhorar o relacionamento com o seu público em meios digitais.

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