Bases para construção de conteúdo: Audiência

Hoje começamos uma nova série de posts aqui no blog da MOT. Vamos conhecer a fundo quais são as principais bases para a construção de bons conteúdos para a sua marca, independente do canal que você escolha.

Ao todo, teremos sete posts nesta coletânea e cada um deles trará insights diferentes dentro desse processo criativo. Começaremos com o mais básico de todos os blocos de informação que qualquer planejamento precisa ter: a audiência.

Antes de mais nada, todo e qualquer tipo de marketing precisa e não vive sem a sua audiência. É impensável ter qualquer comunicação sem que antes tenha existido um estudo mínimo sobre a sua audiência. Do marketing automatizado ao marketing de conteúdo, é preciso saber quem está na outra ponta para que a conversa surta algum tipo de efeito.

Você sabe com quem está falando?

Calma, ninguém aqui está tentando dar uma carteirada. Aliás, muito pelo contrário! O objetivo dessa pergunta é provoca-lo a conhecer a pessoa que vai receber a sua comunicação. Para isso existem algumas técnicas que deveriam ser mais difundidas no mercado. São elas:

  • Criação de brand persona;
  • Levantamento de buyer personas;
  • Segmentação avançada;
  • Criação de clusters;

Cada uma dessas técnicas podem garantir muito mais efetividade na entrega da sua mensagem e, com isso, mais resultados para as suas ações de marketing. Lembre-se sempre de que apenas publicar conteúdo sem converter as pessoas que estão lendo é apenas publicar de graça.

Vamos falar um pouquinho dessas técnicas?

Criação de brand persona

Nesta etapa você começa a entender a sua marca como se ela fosse uma pessoa. Como qualquer um de nós, a sua marca deve ter personalidade e isso você consegue definir com o auxílio dos 12 Arquétipos listados no livro O Herói e o Fora da Lei, de Carol S. Pearson e Margaret Mark.

Dentre os 12 arquétipos listados no livro, estão alguns como o herói, cara comum, explorador, governante, inocente etc. Cada um desses arquétipos compreendem características específicas e conseguem ter relação direta com o seu público-alvo, afinal de contas essas pessoas também respondem ao seu arquétipo.

Se você percebeu que a sua marca se enquadra em mais de um arquétipo, não se preocupe – desde que eles estejam contidos no mesmo grupo – você pode contar com características de até dois arquétipos.

Levantamento de buyer personas

Agora que você já sabe quais são os arquétipos da sua marca, já pode começar a entender melhor qual é o arquétipo da sua audiência. Isso trará uma dimensão bastante ampla para que você trabalhe o seu conteúdo da melhor maneira possível. Além disso, você pode ter boas surpresas ao começar este estudo, já que precisará fazer uma análise extensa da sua audiência.

Uma dessas surpresas pode ser a total readequação da sua brand persona! Uma vez que você tenha percebido que o seu principal público-alvo é muito diferente do seu arquétipo de marca, é preciso reposicionar a sua marca para duas possibilidades: adequar-se ao público que já é atingido pela sua comunicação ou então tentar atingir a audiência que tem a melhor relação com a sua brand persona.

Segmentação avançada e criação de clusters

Quando você já tem os dois itens anteriores definidos, é hora de separar a sua audiência em grupos, ou seja, clusters. Cada cluster, ou seja, grupo de personas, têm afinidades entre si e é muito mais fácil entender como segmentar uma nova campanha com isso.

Portanto, se você atua em um e-commerce que vende de tudo um pouco, é interessante fazer este exercício. Procure entender os hábitos de consumo de cada um dos seus consumidores. Ter um bom CRM facilita muito nessas horas, já que é possível encontrar as principais categorias nas quais eles compraram nos últimos tempos.

Neste ponto, ter ferramentas integradas é tão importante quanto o trabalho de inteligência por trás disso. Sem as devidas integrações, fica difícil cruzar os dados e entender o melhor fluxo de comunicação entre a sua marca e o cliente. O melhor cenário é ter o seu CRM ligado à ferramenta de disparo de e-mail marketing e esta, por sua vez, integrada ao seu administrador de conteúdo de redes sociais e os dados da sua ferramenta de web analytics.

E você? Já trabalha com alguma dessas técnicas? Conte a sua experiência!

Luísa Barwinski

Fundadora da MOT Digital e professora. Desenvolveu estratégias online para clientes dos mais diversos setores nos últimos 10 anos. Mestre em marketing, com ênfase no comportamento do consumidor, busca compreender como as marcas podem melhorar o relacionamento com o seu público em meios digitais.

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4 Comentários para “Bases para construção de conteúdo: Audiência”

  1. Oi, Luisa, tudo bem? Acho pertinente seu ponto de vista. Uma dúvida que eu tenho é a seguinte: quanto tempo eu levaria para formar essa audiência, considerando que eu tenha feito toda a lição de casa. A partir de quando eu posso começar a fazer essas análises?

    Abraços

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    • luisabarwinski

      Oi Fábio! Tudo ótimo e você?

      Bom, o recomendado é estar sempre de olho. Pessoalmente, costumo fazer análises semanais para saber como as coisas andam. Aí, ao final do mês faço um consolidado de tudo.

      O problema é segurar a ansiedade e gerenciar as expectativas dos outros… Contudo, as análises semanais costumam suprir bem 😉

      Se tiver mais alguma dúvida, não hesite em perguntar!

      Um abraço,

      Luísa

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  2. André de Moraes

    A maior dificuldade que eu vejo ao se adotar estes métodos, é a falta de informação dos clientes quanto a seu proprio produto/marca/consumidadores. A falta de investimento em pesquisas para se obter uma informação próxima da realidade é o maior barreira encontrada por profissionais de design/mkt.

    Mas seu texto foi esclarecedor. Obrigado pelo artigo.

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