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Você realmente precisa inovar?

Você realmente precisa inovar?

Todo mundo tem vontade de ver coisas novas. Prova disso é a quantidade de palestras, cursos, especializações e [se duvidar] mesas brancas sobre inovação. A verdade é que trabalhar com ideias e criações, que dificilmente recebem crédito, não é para todos.

Aceite, isso é um fato. Um fato tão verdadeiro quanto as aptidões para matemática, português ou artes. Então, se alguém disser que qualquer um pode ser inovador e ter ideias maravilhosas para mudar o mundo, este alguém está mentindo.

Entretanto, as boas ideias precisam de muito mais do que lâmpadas que brilham, blocos, canetas e gravadores. É necessário ter referência, conhecer pessoas, lugares e coisas. A inovação é consequência dessa combinação.

Ainda assim, pessoas que não têm o tal “ímpeto inovador” podem, sim, fazer parte deste ciclo. Em um determinado momento é necessário planejar e é aí que a cabeça do inovador começa a falhar. Afinal de contas ninguém é perfeito, né?

O grande segredo está em admitir isso. Se você não tem essa capacidade de criar, ter novas ideias e provocar algum tipo de reação diferente nas pessoas, não se sinta envergonhado ou tampouco desembolse fortunas tentando mover montanhas. Invista em quem você realmente é e nas suas habilidades.

É a mesma coisa, só que diferente…

Quantas vezes você já ouviu isso? Não precisa contar, a gente já imagina. Já reparou que toda década tem seu ano de inovação? Pelo menos as campanhas publicitárias fazem crer que “mil novecentos e noventa inove” e “dois mil inove” pediam algum tipo de mudança de comportamento.

Até isotônico tem essa pegada! Quem quer convencer que o Gatorade e o i9 são tão diferentes assim? A função é a mesma, o produto é o mesmo. Porém, as mensagens que as duas marcas querem passar são diferentes.

Enquanto uma está preocupada em ser a fonte de energia, a outra quer vender a sensação de estar sempre diferente dos outros, quase como uma mensagem aspiracional de que a bebida traria um fluxo de ousadia por estar escolhendo uma marca diferente, afinal você inova.

A inovação como tendência

A inovação requer esforço, estudo e acima de tudo, personalidade. Cada novidade carrega um pedaço de quem a inventou. Pode ser que o cronograma do “ciclo inovador” não obedeça a regra dos dez anos, mas sem dúvida já se tornou uma grande tendência. Reparou como tudo ultimamente é “diferente”, “inspirador” e “revolucionário”?

Por isso, não se deixe levar pela obrigação de fazer tudo do zero e inovar sempre. Às vezes o tradicional funciona muito bem. Lembre-se disso ;)

Written by

Luísa Barwinski é jornalista formada pela Universidade Positivo, especialista em Marketing pela FAE Business School, em Novas Tecnologias em Jornalismo da PUC-PR e Digital Marketing and Advertising, pela New York University. Integrou o núcleo de Plataformas Digitais da Gazeta do Povo e hoje é estrategista de conteúdo digital da GVT. Além disso, escreve para o Ideia de Marketing e Código Fonte.

  • Rubão

    Orra, fiquei um tempo sem entrar aqui pq tava de férias, mas pelo jeito não perdi muita coisa kkkk Ta tão parado que daqui há pouco da dengue kkkkk Mas aí, do post eu vejo isso na gráfica. Os cras não inova nada, só vão na aba dos qualificado kkkk pior né